revistamarinha@yahoo.com.br
 
 
Ano 4 - Edição 9 - Jan/Fev/Mar 2007 - Distribuição gratuita
Clique para aumentar Manchete
Presidente da República nomeia novo Chefe do Estado-Maior da Marinha
SUMÁRIO
EDITORIAL
DESTAQUES
ENTREVISTA
DOSSIER
FLASH
ÁLBUM
CIÊNCIA E TÉCNICA
REFLEXÃO
CRÓNICA
ANCORANDO
DOSSIER
         
 
Novo postal da Baía vai custar USD 135 milhões
* Extraído do Jornal de Angola

A área mais referenciada de Luanda, a Marginal, vai ganhar um novo postal orçado em 135 milhões de dólares numa iniciativa do consórcio Luanda Waterfront Corporation.
O projecto que inclui a requalificação e o reordenamento da Avenida Marginal em Luanda mobiliza agora o interesse de vários grupos empresariais de dimensão mundial. Entre os grupos - que vão concorrer numa fase posterior para a criação de espaços para habitação, escritórios, hotéis, comércio e lazer -, figuram gigantes como a Simotiydro, a China Road e a Bridge na área da construção civil ou a Kerner International e a Sun International no domínio do Turismo.
O estudo de impacto ambiental, orçado em 9 milhões de dólares e elaborado pela firma sul- africana Costal & Environmental-services, permitiu introduzir técnicas de engenharia responsáveis pela dragagem, até ao momento, de 300 metros cúbicos de material. A observância das recomendações contidas neste estudo visa garantir uma maior protecção da saúde pública, a prevenção contra as enchentes em épocas das chuvas e a superior qualidade e circulação das águas. Os trabalhos de dragagem estão a cargo da Bredging International da Bélgica, uma das mais conceituadas empresas do mundo nesta área.
Esta segunda fase da obra prolongar-se-á por cerca de 45 dias e recolocará em funcionamento a conduta de descarga de esgotos da cidade fora de serviço há vários anos, evitando, deste modo a continuação de descargas directas na Baía. Depois de concluída esta fase e montado o sistema de recolha de esgotos, a Luanda Wartfront - a empresa concessionária do projecto Baía de Luanda participado ainda pelos "Edifícios Atlânticos", que responde pelo grupo técnico, a Tecnocarro pela área comercial e logística, o BCP-Millenium pela esfera financeira e investidores angolanos - garante ter reunidas as condições para dar início à terceira etapa dos tra- balhos marítimos através da remoção de sedimentos contaminados no mar, numa extensão de 180 mil metros quadrados. Com um prazo de execução de seis meses, nesta última fase das obras serão feitas a dragagem e
o transporte daqueles sedimentos e o seu depósito no mar numa zona situada a profundidades superiores a 50 metros. A execução destas três etapas será determinante para a consolidação de uma plataforma de aterro já em formação a partir da zona do Porto, que será utilizada dentro de um ano como estaleiro central da obra, evitando deste modo interferências terrestres que poderiam causar transtornos à já por si caótica circulação automóvel e pedestre na Marginal. Parte do material dragado será utilizado no seu alargamento que, orçada em 61 milhões de dólares através de um financiamento do BCP-Millenium, durará cerca de 36 meses.
A obra abarcará a construção de um parque de estacionamento público para 1.560 viaturas, reparação e pintura das fachadas dos edifícios da Marginal, a instalação de um parque waterfront com espelho e jacto de água, quiosques de fast-food, centros de informação, um anfiteatro amplo ao ar livre para 2 mil pessoas, um complexo polivalente com salão de exposições, sala de conferências e um pequeno anfiteatro para cem pessoas.
Com fundos próprios de investidores angolanos e estrangeiros, calculados em 100 milhões de dólares, a médio prazo será erguida uma moderna frente marítima com complexos habitacionais, hoteleiros e escritórios instalados ao largo cuja construção, proporcionará empregos directos e indirectos a mais de 3 mil pessoas, bem como mobilizará um gigantesco investimento estimado em mil milhões de dólares.

 

 
 
Todos os direitos reservados © 2006 Revista Marinha
Design: Design: rrinformatica - rrweb@walla.com