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Ano 5 - Edição 11 - Jul/Ago/Set 2007 - Distribuição gratuita
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Angola aposta no reforço do poder naval
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A linguagem secreta da criptologia

O segredo é uma das armas poderosas para o sucesso no teatro militar. Uma fuga de informação, por mínima que seja, pode comprometer todo um plano de acções e colocar em risco a vida de milhares de cidadãos.
A escrita cifrada é uma "mania" muito antiga. Foi só o homem inventar o alfabeto e começar a escrever que logo surgiu a vontade de escrever textos secretos. Os segredos ou códigos utilizados para criar uma mensagem cifrada evoluíram lentamente. No início, havia poucas pessoas que sabiam escrever e pouca necessidade de esconder o conteúdo de qualquer mensagem.
"Cripto" vem do grego "kryptos" e significa oculto, envolto, escondido. Também do grego, "graphos" significa escrever, "logos" significa estudo, ciência e "analysis" significa decomposição. Daí, Criptologia é o estudo da escrita cifrada e se ocupa com a Criptografia e a Criptoanálise.
Crianças e adultos gostam (ou precisam) de segredos. A língua do pê (pêLem pêBra pêCo pêMo pêE pêRa pêLe pêGal?) é uma espécie de criptoFONIA, ou seja, som encriptado. A chave ou cifrante da língua do pê é falar "pê" antes de qualquer sílaba. A origem do baile de máscaras foi a necessidade de esconder a própria identidade - neste caso, a chave é a fantasia e a máscara.
A criptologia existe como ciência há apenas 20 anos. Até então era considerada como arte. A International Association for Cryptologic Research (IACR) é a organização científica internacional que mantém a pesquisa nesta área.
Hoje em dia a criptografia voltou a ser muito utilizada devido à evolução dos meios de comunicação, à facilidade de acesso a estes meios e ao volume muito grande de mensagens enviadas. Telefone fixo e celular, fax, e-mail, etc. são amplamente utilizados e nem sempre os usuários querem que o conteúdo seja público. Devido a isto, a criptografia evoluiu muito nos últimos tempos.
Para entender o que é feito hoje, o melhor é percorrer o caminho da evolução da criptografia. Se não servir para nada, pelo menos pode ser divertido.
Como visto acima, a criptografia é a ciência de escrever mensagens que ninguém, excepto o remetente e o destinatário, podem ler. Criptoanálise é a ciência de decifrar e ler estas mensagens cifradas.
As palavras, caracteres ou letras da mensagem original inteligível cons-tituem o Texto ou Mensagem Original, como também Texto ou Mensagem Clara. As palavras, caracteres ou letras da mensagem cifrada são chamados de Texto Cifrado, Mensagem Cifrada ou Criptograma.
O processo de converter Texto Original em Texto Cifrado é chamado de composição de cifra e o inverso é chamado de decifração. Curioso é que não existe uma palavra em Português como "encifração", "cifragem" ou "encriptação" - existe apenas "compor cifras". Mesmo assim, no decorrer do texto, vou utilizar os termos encriptação/cifragem com o significado de compor cifras.
Na prática, qualquer mensagem cifrada é o resultado da aplicação de um SISTEMA GERAL (ou algorítmo), que é invariável, associado a uma CHAVE ESPECÍFICA, que pode ser variável. É óbvio que tanto o remetente quanto o destinatário precisam conhecer o sistema e a chave.

SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
A criptologia se preocupa basicamente com a segurança de informações. A segurança da informação se manifesta de várias formas, de acordo com a situação e as necessidades. Até recentemente, informações importantes eram escritas, autenticadas, armazenadas e transmitidas utilizando-se papel e tinta.
Com o advento dos computadores, dos meios magnéticos de armazenamento e das telecomunicações, a possibilidade de se produzir milhares de documentos idênticos faz com que fique muito difícil (ou até mesmo impossível) distinguir as cópias do original. A identificação, validação e autorização de um documento electrónico exigem técnicas especiais. A criptografia é uma delas.
Mas não pense que a era da criptografia romântica, em forma de arte, tenha acabado. Ainda é a alegria de muitos aficcionados criar ou decifrar criptogramas usando técnicas antigas, originais ou modificadas. É a chamada criptografia de lápis e papel.
* Extraído da Internet www.google.com.br

 

 
 
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