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Este exercício táctico visa demonstrar as capacidades operacionais adquiridas durante os treinos dos efectivos da Marinha de Guerra Angolana e da Força Aérea Nacional numa operação conjunta.
O tema escolhido enquadra-se nas actividades diárias destas forças no âmbito da preparação combativa e patriótica, tendo em consideração as assimetrias que se têm desenrolado os conflitos em quase todas as regiões do globo.
OBJECTIVO
Mostrar as diferentes formas de exercitar a componente operacional das Forças de Operações Especiais e da Força Aérea Nacional em:
Missões decorrentes do seu emprego em operações especiais de tipo directo;
Executar uma operação de infiltração e exfiltração aérea e naval;
Planear e executar acções de resgate;
Executar acções de reconhecimento;
Executar um raid anfíbio empregando as forças e meios disponíveis.
SITUAÇÃO
A península do Binga encontra-se em guerra civil há cerca de nove meses.
Na origem deste conflito, estão essencialmente razões de carácter económico e político em virtude da recente descoberta de petróleo na área. Isto levou a que se formassem duas facções: uma a favor do actual regime político em vigor e a outra apoiada por grupos radicais dispersos em oposição à actual política governamental.
Um destes grupos radicais, treinado e armado, capturou um grupo de cerca de três repórteres da TPA (Televisão Pública de Angola) que se encontravam na península a efectuar trabalhos de reportagem.
NOTA: Desconhece-se a existência de forças amigas
A intensa acção diplomática desenvolvida pelo Governo de Angola no sentido de conseguir a sua libertação não resultou e os terroristas ameaçam executá-los.
Face a esta situação o Governo de Angola recorreu ao uso da força para libertar os reféns.
É assim que o CEMGFAA, tendo em conta as características do terreno, onde está localizada a península, atribui a missão à MGA.
Por sua vez, o ALM CEMM atribuiu a execução da operação ao Comando do Corpo de Fuzileiros cuja intenção é a de executar a operação e libertar os reféns com a máxima segurança.
MISSÃO
O Destacamento de Acções Especiais (DAE) prepara-se para à ordem, executar uma acção directa, por forma a resgatar jornalistas reféns de um grupo extremista na península do Binga.
CONCEITO DE OPERAÇÃO
O DAE tendo um elevado nível e grau de preparação táctica operacional, com apoio da FAN, através de um helicóptero são chamados a executar uma operação de resgate de um grupo de repórteres da TPA.
A operação é executada em 6 fases:
1ª Fase:
Uma equipa do DAE embarcado num helicóptero MI-8 da FAN persegue uma viatura do grupo extremista onde os jornalistas estão sendo levados para outro local.
Conseguem escapar do choque, abandonam a viatura e fogem com os reféns.
2ª Fase:
Depois da perseguição os elementos do DAE descobrem a base de trânsito do grupo extremista e organiza a acção lançando a partir de um bote pneumático nadadores de combate compostos por 2 binómios com a missão de eli-minarem as sentinelas.
3ª Fase:
Duas equipas são desembarcados de botes pneumáticos e efectuam Golpe de mão com uma equipa que se mantêm há já algum tempo sob vigilância e a difusão de dados sobre as actividades inimigas ao Objectivo. Consecutivamente as equipas eliminam as sentinelas no PO avançado e assegura a cabeça de Praia.
4ª Fase:
São libertados os reféns e 1 Equipa de apoio vai desembarcar do helicóptero com a técnica de "Fast Rope" para exfiltrar-nos com a técnica de "Spae".
5º Fase:
São exfiltrados os nadores de combate e grupo de assalto por botes pneumáticos.
6ºFase:
É destruída a base dos terroristas com cargas explosivas.
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