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Ano 5 - Edição 11 - Jul/Ago/Set 2007 - Distribuição gratuita
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Angola aposta no reforço do poder naval
SUMÁRIO
EDITORIAL
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CIÊNCIA E TÉCNICA
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REFLEXÃO
MEMÓRIA
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ANCORANDO
REFLEXÃO
         
 
Marinha atingiu níveis aceitáveis

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JORGE DOMBOLO, GOVERNADOR DA PROVÍNCIA DO BENGO;
- EXCELENTÍSSIMO SENHOR ALMIRANTE, CHEFE DE ESTADO-MAIOR DA MARINHA DE GUERRA DE
ANGOLA;
- SENHORES ALMIRANTES E GENE-RAIS;
- SENHORES OFICIAIS, SARGENTOS, PRAÇAS E MARINHEIROS;
- ILUSTRES CONVIDADOS;
- MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES!

Honra-me dirigir este acto, que simboliza a passagem do trigésimo primeiro aniversário da Marinha de Guerra de Angola, um dos Ramos importante das Forças Armadas para a garantia da defesa das águas territoriais, no contexto geral da Defesa Nacional.
Aceitem, estimados membros do Ramo, expressar por este facto, as nossas felicitações, augurando saúde e progresso, na certeza de melhores dias.
Passados trinta e um anos, estamos certos que, o Ramo cresceu e atingiu níveis de organização aceitáveis, pese embora, por várias contingências vive ainda momentos de enormes expectativas face a necessidade de reequipamento com meios e infra-estruturas adequadas às exigências do momento actual.
No entanto, anima-nos o facto de se estar a trabalhar arduamente para a criação de condições a fim de dotar a Marinha de uma capacidade técnica para adequá-la às reais necessidades de defesa das águas territoriais nacionais, prestando uma especial atenção á formação de quadros das distintas armas e especia-lidades, visando garantir o cumprimento exitoso das missões do Ramo.
Há precisamente 31 anos, data em que encer-rava o primeiro curso de Especialista Navais, quando o saudoso Camarada Presidente de Angola, Doutor António Agostinho Neto, tecia importantes conside-rações sobre a essência da Marinha de Guerra na altura, denominada de "Marinha de Guerra Popular de Angola".
Tais palavras continuam plenamente válidas, pois que a defesa da nossa soberania face as ameaças externas, a defesa das nossas riquezas marítimas contra os predadores, contam com este valente Ramo, de que hoje nos orgulhamos.
Senhores Almirantes;
Senhores Oficiais;
Camaradas!
É por demais sabido, que o nosso mar é rico em petróleo e nos últimos anos o offshore angolano tem alcançado níveis satisfatórios na sua produção, este crescimen- to na produção acarreta consigo responsabilidades acrescidas e a necessidade premente de garantir a segurança das instalações no mar e em terra contra actos que vão desde ataques convencionais aos actos de sabotagem e terrorismo, ou de mero vandalismo.
Em três décadas da existência da Marinha de Guerra Angolana, um Ramo que nada herdou em termos de quadros, pois que era tido como uma arma de elite, onde os angolanos apenas cumpriam funções subalternas, o Ramo deu saltos significativos, tendo formado centenas de quadros, especialistas nas mais diversas áreas ligadas ao navio, as instalações em terra e ao comando de grandes Unidades.
Ao longo destes anos, soube garantir uma presença no mar, constituindo-se num factor de dissuasão contra quaisquer investidas ou acto ilícito praticado quer por piratas, como por contrabandistas de toda a espécie, incluindo navios de pesca não autorizados.
A introdução no dispositivo da Marinha da Forças de Fuzileiros, contribuiu para que o Ramo participasse de forma activa em acções combativas no interior do território e em exercícios internacionais.
Nos últimos tempos, tem sido chamada a participar em acções de carácter humanitário de socorro a náufragos, resgate a corpos vítimas de acidentes comuns ou de calamidades naturais, em coordenação com as entidades ligadas à protecção civil. As operações levadas a cabo este ano em Cacuaco, Cazombo e noutras áreas do território nacional, são uma prova inequívoca do importante papel da Marinha em tempo de paz.
Tais acções são possíveis graças a alta qualificação atingida pelas forças da Marinha de Guerra Angolana.
Excelências, Minhas Senhoras e meus Senhores,
Hoje os mares representam o foco de conflitos no mundo, pelas suas riquezas e Angola tem a grande sorte de possuir um mar potencialmente rico, o que nos desafia a redobrar os investimentos na potenciação da frota de navios, fragatas, botes e lanchas, não obscurando o factor homem. Pois este constitui o percursor da mudança, do desenvolvimento e do progresso.
Acreditamos que na actual fase de reedificação das FAA a Marinha de Guerra Angolana está nas atenções do comando superior, fundamentalmente no domínio do reequipamento, modernização e formação dos seus quadros, desde a base ao topo.
Dizia o Escritor e Professor Norte Americano, Dale Canergie (1889-1955) - e eu cito: & melhor maneira de nos prepararmos para o futuro é concentrar toda nossa imaginação e entusiasmo na execução perfeita do trabalho de hoje".
Temos de preparar a Marinha do amanhã hoje, temos
de potencia-la e elevá-la ao nível das outras Marinhas da região e do mundo.
Para esta empreitada, contamos com os homens de hoje, estes que fazem da Marinha o seu quotidiano, a eles rendo homenagem pelo seu trabalho, tenacidade e heroísmo.
Sabemos que o Ramo tem quadros capazes de fazer da Marinha de Guerra o baluarte da defesa das águas territoriais angolanas. Já o fizeram há 31 anos e assim o farão no futuro.
Trinta e um anos são mais que suficientes para se atingir a maturidade e a capacidade operativa e combativa do Ramo, 31 anos, é chegado o momento de transmitir o legado às gerações vindouras a longa trajectória percorrida na defesa das águas territoriais, marcada por feitos gloriosos à causa do grande sentimento patriótico e elevado espírito de missão.
Hoje, passados 31 anos do seu surgimento, a Marinha de Guerra Angolana é um Ramo deve reestruturar-se, perspectivando a sua modernização e aperfeiçoamento, de modo a poder dar resposta aos grandes desafios do futuro.
As acções de formação dos seus quadros, merecerão atenção especial, não se cingirão em pequenas acções paliativas, porque temos de preparar o futuro do Ramo com muita responsabilidade e profissionalismo, integrando nele jovens com vontade de missão e com sentido patriótico.
Entretanto, deve o Ramo estar preparado para os novos tempos, devendo aperfeiçoar permanentemente o sistema de defesa e vigilância costeira, devendo erguer- se na medida das exigências e necessidades presentes e futuras, capacitando os seus efectivos em todos os domínios do saber da arte militar.
Permita, senhor Governador, aproveitar este exímio momento para solicitar o apoio institucional ao Ramo na concessão de espaços para construção de infra- estruturas destinadas a Escola e acomodação dos seus efectivos.
Um perfeito entrosamento entre a Marinha e as restantes estruturas de que Vossa Excelência dirige, será uma mais valia na coexistência das instituições no bem servir, para o bem dos nossos efectivos e do povo em geral, pois estes são filhos da grande Nação angolana.
Nesta data, felicito o Chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra de Angolana e todos os Almirantes, Oficiais, Sargento, Praças, Marinheiros e Trabalhadores Civis do Ramo por mais um aniversário, extensivo também, a todos aqueles que ao longo destes anos se engajaram na construção deste tão importante Ramo da Forças Armadas.
Felicito os valentes militares da Marinha que com a sua coragem e bravura apoiaram o resgate de pessoas e meios durante as calamidades naturais, que afligiram recentemente as populações de Cacuaco e Cazombo, nas províncias de Luanda e Moxico respectivamente.
Marinha de Guerra Angolana, sempre presente na defesa das águas territoriais! MUITO OBRIGADO!

 

 
 
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