revistamarinha@yahoo.com.br
 
 
Ano 5 - Edição 13 - Ago/Set/Outubro 2008 - Preço Kz 250,00
Destaques de capa
Fuzileiros Navais e os "NINJAS" treinam combate ao terrorismo
- Empresa Coreana faz entrega de lanchas da classe Mandume
- Marinhas da CPLP procuram reforçar cooperação
- Marinha do Brasil reage à reactivação da quarta frota Americana
+ DOSSIER
 
 

1º Simpósio das Marinhas dos países de Língua Portuguesa

 

Com a sessão de abertura presidida por Sua Excia o Ministro da Defesa Nacional de Portugal, Professor Doutor Nuno Severino Teixeira e com a presença dos mais altos representantes das Marinhas dos oito países lusófonos, realizou-se na academia de Marinha em 2 e 3 de Julho, o 1º Simpósio das Marinhas dos países de Língua Portuguesa.
Esta iniciativa, promovida pela Marinha Portuguesa, com a colaboração do Instituto de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade Técnica de Lisboa, visou promover o diálogo, incrementar a cooperação e partilhar experiências organizacionais, entre as Marinhas que usam a mesma língua, estreitando os laços de amizade que as ligam.
O tema base escolhido para este primeiro simpósio foi “o papel das Marinhas no actual contexto internacional”,tendo em vista a análise da adaptação das Marinhas à nova complexidade do ambiente internacional.
Apesar das diferenças entre as Marinhas, face às características e especificidades de cada uma, foi possível partilhar experiências, defender convicções e, sobretudo, reflectir sobre alguns dos mais importantes temas da actualidade, onde as Marinhas jogam um papel de relevo.
As apresentações das diferentes Marinhas eram a oportunidade de aprofundar o conhecimento mútuo, bem como conhecer algumas perspectivas regionais ou mais abrangentes.
De tudo o que foi dito, ficou a convicção de que as Marinhas são, não só indispensáveis aos países Marítimos, mas um garante da sua soberania, desempenhando um largo espectro de missões que atravessam, praticamente, todos s interesses dos Estados.
Os tempos modernos alargaram ainda mais as possibilidades de emprego das Marinhas, quer em colaboração com os outros Ramos das Forças Armadas, quer com as Forças de Segurança, sendo cada vez maior a probabilidade de cooperação entre os países e as Organizações Internacionais de Defesa e Segurança.
O Chefe do Estado-maior da Armada de Portugal, no seu discurso de encerramento do Simpósio afirmou:
“A cooperação é a palavra-chave no mundo moderno, no âmbito interno, a cooperação a nível interdepartamental; e no âmbito externo, a cooperação entre os países, as Organizações e as Marinhas. Isto aplica-se, obviamente, à partilha de informação. Assim, o primeiro passo é criarmos uma rede de pontos de contacto entre as nossas Marinhas e ligar-mo-nos em rede, criando na Internet uma página das Marinhas dos Países de Língua Portuguesa”.
No final dos trabalhos, o Almirante Chefe do Estado-maior da Armada agradeceu a disponibilidade e a forma generosa e qualificada evidenciada por todos os participantes, que contribuíram decisivamente para o êxito deste Simpósio, tendo lançado a ideia de reatar esta iniciativa de dois em dois anos, e de forma rotativa. A Delegação de Angola aceitou esse desafio, tendo marcado para o início de 2010 o próximo encontro das Marinhas dos Países de Língua Portuguesa, na cidade de Luanda.
A terminar, o Almirante CEMA expressou ainda, desta forma, um pensamento sobre o verdadeiro papel das Marinhas: “A boa Marinha não é grande nem pequena, a boa Marinha é aquela que melhor serve o seu país”.

 
 
 
 
Todos os direitos reservados © 2006 Revista Marinha
Design: rrinformatica - rrweb@walla.com