Cooperação regional sai reforçada

Após dois dias de debates, terminou a 14ª reunião anual do CMP que Angola teve a honra de albergar, no que seria o final do seu mandato como presidente deste tão importante órgão. A decisão dos participantes da 14ª Reunião do CMP é que Angola reassuma a presidência, até a realização da 15ª reunião Anual.
A sessão de encerramento foi dirigida por Sua Excia General Geraldo Sachipengo Nunda, CEMG Adjunto das FAA que ao longo do seu discurso reconheceu a existência de problemas ligados a diferenças legislativas em que as questões ligadas ao mar têm tutelas diferentes de país para país e o facto de fazerem parte da organização, países que não são banhados por mar.
“Não obstante o facto do nível de desenvolvimento de cada uma das marinhas ser diferente, não é menos verdade que a cooperação é possível e desejável e que as nossas marinhas deverão estar aptas para a defesa das nossas soberanias e servir o interesse público”.
O General defendeu igualmente que a ampliação da cooperação entre as marinhas da região traria benefícios ímpares na medida que quase todas as marinhas da região vivem problemas no que tange à formação, facto que poderia beneficiar das disponibilidades de outras marinhas na formação do potencial humano.
Por seu turno, o Almirante CEMM Augusto da Silva Cunha, na qualidade de presidente do Comité Marítimo, garantiu que continuará a bater-se por uma maior participação de todas as marinhas nas tarefas a si acometidas, nomeadamente nas reuniões, exercícios e outras. Igualmente sublinhou que a cooperação no âmbito da formação é uma necessidade premente da região, assim como a realização de conferências sobre o poder marítimo, quer para os países banhados pelo mar e fundamentalmente para os interiores e que uma coope-ração alargada neste sentido pouparia as marinhas da região enormes recursos, ao invés da formação massiva na Europa e América do Sul e que a formação de formadores teria um efeito multiplicador e diminuiria a dependência.
A cooperação entre as marinhas contribuiria para o fortalecimento da amizade e da confiança entre as marinhas da região.
Defendeu que a troca de informações entre as marinhas deverá ser alargada e que o Website do CMP configurado em língua Inglesa deverá igualmente conter outras duas línguas oficiais dos Países Membros como forma de reduzir uma das principais fronteiras que é o da “língua”.
Exortou os participantes quanto à necessidade de uma contribuição célere quando solicitada para a criação da componente marítima da Brigada da SADC. |