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Ano 5 - Edição 14 - Ago/Set/Outubro 2008 - Preço Kz 250,00
Destaques de capa
Mulheres embarcam no projecto de uma marinha moderna
- Golfo da Guiné e a defesa dos seus interesses vitais
- Angola reassume presidência das marinhas da SADC
- Quem foi Napoleão Bonaparte?
- Marinheiros vencem jogos militares no Luena
+ CULTURA
 
 

Capitão-de-Fragata converte em livro 30 anos de vivências

 


O Deputado e escritor Roberto de Almeida (à esquerda) assinou o prefácio e o também Deputado Adelino de Almeida encarregou-se da apresentação da obra de Augusto Alfredo

Com uma riqueza de pormenor e desenvoltura no manejo da palavra, o segundo livro do jornalista Augusto Alfredo, compilado a partir de uma reportagem feita no trajecto de Luanda à Gabela, saiu a público dia 8 de Novembro, no Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), em Luanda, com o título de “Memórias Precoces”. À apresentação esteve a cargo do Deputado e Jornalista Adelino de Almeida.
Com prefácio do escritor Jofre Rocha, o livro com 130 páginas, escritas durante uma viagem de táxi entre Luanda e a cidade da Gabela, narra factos vivenciados entre 1975 -2005 e que foram transportados para literatura através de várias reportagens do autor.
Buscando uma súmula dos principais acontecimentos ocorridos nestas duas cidades e alguns insólitos que marcaram os seus citadinos, leva o leitor à uma leitura, que se propõe ao mesmo tempo bem arejada e cultivada, sobre os factos de 30 anos de conflitos e dissensões que aconteceram na vivência multifacetada de personagens, em grande maioria simples aldeões e camponeses de um tempo de heroísmo.
Baseado em momentos da vida real, “Memórias Precoces” significa para o sociólogo Paulo Carvalho, que assina o posfácio, o constatar as possibilidades de progresso, numa altura de renascer da esperança, dessas regiões agrícolas e industriais, com enorme potencial para o desenvolvimento de Angola.
Segundo descreve o escritor Jofre Rocha no prefácio do livro, é a precisão da palavra e o discurso fluído, que permitem ao autor revelar um perfeito conhecimento dos lugares e transmitir com rigor e impressionante nitidez retratos da adolescência.
“À descrição de episódios da guerra finda são respigos históricos bem entrosados no texto, entremeados de serenidade e humor bem doseado, suscitando um interesse a cada página renovados”, destaca.
O autor avançou ainda que pretende publicar o próximo ano um trabalho de pesquisa denominado “Influência da Telenovela Brasileira na Cultura de Angola”, depois de ter apresentado em Maio deste ano o seu primeiro rebento, editado pela Nzila, com o título de “Inquietações do Jornalismo”. Augusto Alfredo Lourenço é graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. Nasceu na Gabela, município do Amboim, província do Kwanza-Sul, em Março de 1963. Aos sete anos, iniciou os seus estudos primários no Jardim Escola. De 1971 a 1975 estudou na Escola Primária Augusto Gil, onde concluiu a 4ª classe.
Frequentou o curso acelerado de professores no Sumbe e trabalhou como funcionário na Delegação Provincial das Finanças do Kwanza-Sul. Ingressou nas Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) em Outubro de 1981. No Ano seguinte frequentou o 7º curso de comissários políticos na Escola Comandante Jika, em Luanda, instituição onde entre 1988-1991 veio a fazer o curso médio político-militar.
Formado em comunicação social, actualmente é Capitão de Fragata e director da Revista Marinha. Igualmente é professor de Teoria de Comunicação e Géneros jornalísticos da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto. No Cefojor é docente de Géneros de Imprensa. Também actor na Radionovela Camatondo emitido pela RNA.

 
 
 
 
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