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Ano 5 - Edição 14 - Ago/Set/Outubro 2008 - Preço Kz 250,00
Destaques de capa
Mulheres embarcam no projecto de uma marinha moderna
- Golfo da Guiné e a defesa dos seus interesses vitais
- Angola reassume presidência das marinhas da SADC
- Quem foi Napoleão Bonaparte?
- Marinheiros vencem jogos militares no Luena
+ CULTURA
 
 

Projecto cine video “luta pela vida “

 

Um sonho que não se esgota carrega noites de insónias para se concretizar. A perseverança e a fé são armas que trazem à tona a realidade de um sonho.
Veio do interior, atravessou o Rio Kuanza, se tornou num marinheiro, actor e hoje envereda para a realização de um filme de ficção de curta-metragem entitulado “Luta Pela Vida”. Segue a entrevista com o 1º Sargento-Fuzileiro Simão Capanda Carlos António.

RM: Como é que surgiu a ideia de realizar um filme?
1º/S-FZ- Simão Capanda Carlos António: - Sou actor, para além de ser militar. Faço teatro desde pequeno na Igreja. Em 2005, fiz o curso de actor no Horizonte Njinga Mbande. Voltando à pergunta. Foi uma inspiração, eu estava de serviço de guarda e guarnição, lá por volta das dezanove horas brotou do céu uma chuva de imaginações, parecia que alguém me estava a contar a história do Mbule que faz o personagem principal. A luz foi. Tranquei-me dentro da viatura , com a luz emitida pelo telemóvel, peguei na esferográfica e num bloco comecei a escrever tudo que ouvira do alto. Isto foi em Novembro de 2006.

RM: O que é que a história retrata?
1º/S-FZ-SCCA: - O dia-a-dia. Retrata uma história muito triste, uma família que muito cedo se torna órfã. O Mbule aos nove anos começa uma vida difícil, passando a ser responsável de dois irmãos (Madalena de 7 anos e o Pedrito com 2 anos de idade). Na luta pela sobrevivência a sós, o mais velho assume o comando da família, então viajam de Benguela para Luanda. Em Luanda como alternativa constroem uma cabana nas Barrocas e começam a lavar carros na rua.

RM: Por quê Luta Pela Vida?
1º/S-FZ-SCCA: - Tudo na vida é uma luta, para viver é uma luta, para comer é uma luta, para ter sucesso é uma luta e eu creio que toda a pessoa na vida vive lutando. Baseando na História, eu pessoalmente vivi momentos que deu o título ao filme.

RM: A personagem principal do filme é militar?
1º/S-FZ-SCCA: - Sim! Tendo em conta o quotidiano das famílias angolanas, marcando uma época significativa de luta pela paz, quero mostrar as capacidades das forças especiais neste caso, os Fuzileiros Navais em tempo de paz.

RM - Porque os Fuzileiros e não os Comandos ou Pára-quedistas?
1º/S-FZ-SCCA: - No percurso da história Mbule é abrangido para o cumprimento de serviço militar. Poderia destacar o Exército ou Força Aérea, mas como o autor é Fuzileiro então não tive muito que pensar.

RM: Como é que está a ser projectado o filme?
1º/S-FZ-SCCA: - o projecto está legalizado diante das entidades competentes ligadas ao cinema. Nesta fase estamos a preparar um grupo de Actores no Centro Cultural de Cacuaco, solicitamos à Sua Excelência Almirante CEMM, para a integração de 10 Fuzileiros Navais, por causa da técnica que será usada.

RM: Conta com algum apoio?
1º/S-FZ-SCCA: - Falando de apoios é uma dor de cabeça. É a razão que fez com que até hoje o filme não começasse a rodar. Batemos a porta de várias instituições a solicitar patrocínios, porém a resposta tem sido, “Estamos com falta de verba”. Neste momento só nos resta continuar a rezar enquanto aguardamos pela resposta da Marinha que ainda não chegou até nós.

RM: E se a Marinha também não responder?
1º/S-FZ-SCCA: - Vamos a custo zero. Conforme disse antes estamos a preparar um grupo de 70 Actores. Neste momento é sacrificar a família, o salário é repartido para conseguir atingir os objectivos.

RM: Para quando a rodagem do filme?
1º/S-FZ-SCCA: - Começaremos com a rodagem do filme no primeiro Semestre do ano de 2009.

RM: Locais de rodagem?
1º/S-FZ-SCCA: - Começamos na Província de Benguela e em alguns municípios de Luanda. Pretendemos gravar na Ilha da Cazanga, porque é um local com cenários de maior impacto para uma demonstração de infiltração, resgate e perseguição de delinquentes.

RM: Critérios de participação?
1º/S-FZ-SCCA: - A participação é sem limites, está aberta para todos. Os interessados devem entrar em contacto comigo através do Centro Cultural de Cacuaco.

 
 
 
 
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