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Ano 5 - Edição 14 - Ago/Set/Outubro 2008 - Preço Kz 250,00
Destaques de capa
Mulheres embarcam no projecto de uma marinha moderna
- Golfo da Guiné e a defesa dos seus interesses vitais
- Angola reassume presidência das marinhas da SADC
- Quem foi Napoleão Bonaparte?
- Marinheiros vencem jogos militares no Luena
+ DOSSIER
 
 

Marinheiros visitam Museu de História Natural

 

Um grupo de marinheiros numa composição de 18 elementos entre Oficiais Almirantes, Superiores, Sargentos, Praças e Trabalhadores Civis da MGA, chefiados por Sua Excia Vice-Almirante Luís António, Chefe da Direcção de Inteligência Militar Operativa, visitaram o Museu de História Natural no âmbito do cumprimento das actividades alusivas ao 32º Aniversário da fundação da Marinha.
A visita permitiu o cumprimento do programa de actividades alusivas às festividades do dia 10 de Julho e “in loco” os militares tomarem contacto com as espécimes Marinhas e da fauna ali expostos.
A comitiva foi recebida pela auxiliar do Departamento de Museologia e Restauro, Rosa Mendes Paulo, que começou por fazer as honras da casa encaminhando-os para o Salão dos Mamíferos onde tiveram a oportunidade de ver várias espécies desde a Pacaça, Palanca Negra Gigante, Zebra, Zebra da planície ao Esquilo, conjunto de fósseis de Elefante, hipopótamo, Palanca Vermelha etc. à medida que percorriam a sala a auxiliar foi dando a conhecer os nomes de cada animal exposto, o seu habitat e tipo de alimentação.
segundo Rosa Paulo, os animais passaram por um processo chamado esfolamento, no qual lhes é retirado a estrutura óssea e as vísceras para serem recheados com gesso e implantados olhos artificiais.
Do salão de mamíferos passaram para o Salão de Peixes, composto por espécies ovíparas e vivíparas. logo no centro do salão chamou-os a atenção uma estrutura óssea de uma baleia jovem e a mandíbula de uma baleia gigante.
A história do Museu data de há 150 anos (1858), quando a portaria assinada por Sá da bandeira dava como criado o primeiro museu da cidade de Luanda. A escolha do local recaiu sobre as ruínas de uma antiga igreja que outrora foi designada de “Sé de Luanda”. Na altura o edifício foi concebido para observação meteorológica, museu e biblioteca.
Seu espólio composto por algumas variedades de madeiras, minerais e produtos agrícolas, não foi o suficiente para desperta o interesse da parte mais evoluída da capital e, poucos anos após a sua abertura o museu encerrou as portas para reabri-las quase um século depois sob designação de “Museu de Angola”.
Com a proclamação da Independência, o museu sofreu algumas mudanças, a começar pelo nome, passando a ser chamado de Museu Nacional de História Natural, a partir de Maio de 1976. O acervo do museu é constituído pelos seguintes grupos: Geologia, Botânica, Mamalogia, Heptologia, Entomologia, Ictologia, Ornitologia e Malacologia.
Seu objectivo fundamental é a investigação, classificação, conservação e inventariação da fauna e da flora de Angola, assim como tornar estas informações disponíveis ao público, considerando-se assim, como uma instituição pública de carácter científico.
Em termos de pessoal, o museu conta com 69 funcionários entre biólogos, auxiliares, pessoal de apoio e colaboradores. Além das salas de exposição totalmente climatizadas, o museu possui um auditório para confe-rências com a capacidade de 250 pessoas, um hall, uma Biblioteca, um Museu-Shop e um Restaurante.
Na vertente educacional, as visitas guiadas com alunos de vários níveis de ensino, conferências e projecções de filmes, vídeos e slides sobre a fauna e flora nacionais, trabalhos de educação ambiental, exposições temporárias e planos de férias.
O Museu conta com a cooperação da faculdade de Ciências, Instituto nacional de Investigação Pesqueira, Instituto de Desenvolvimento Florestal, Aquário Vasco da Gama, ESCOM - Grupo Espírito Santos e o Instituto Pau Brasil para intercâmbios.
Dados estatísticos conferem que o museu é visitado por uma média de 8.000 pessoas por mês entre nacionais e estrangeiros.
O Museu tem em perspectiva a informatização dos dados museológicos, formação da colecção científica, o enriquecimento das exposições permanentes, o aumento qualitativo dos trabalhadores e a maior divulgação das actividades científicas e de todos os trabalhos complementares.

 
 
 
 
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