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Ano 5 - Edição 14 - Ago/Set/Outubro 2008 - Preço Kz 250,00
Destaques de capa
Mulheres embarcam no projecto de uma marinha moderna
- Golfo da Guiné e a defesa dos seus interesses vitais
- Angola reassume presidência das marinhas da SADC
- Quem foi Napoleão Bonaparte?
- Marinheiros vencem jogos militares no Luena
EDITORIAL
 
 

Mulheres estão em todas!


CFR. Augusto Lourenço

O jornalis reveste-se do dinamismo da própria vida. Ou seja é como um espelho plano que reflecte os factos que marcam o quotidiano das sociedades. E a exaltação feita ao bom exercício da profissão de Gutemberg tem sempre em conta essa qualidade: o de relatar factos com verdade, proximidade e isenção.
Com um olhar no horizonte a RM pro-cura em cada edição apresentar um produto que satisfaça as expectativas dos leitores.
No caminho da meta, o esforço tem sido voltado para a formação de quadros. É importante formar quadros competentes e disciplinados capazes de interpretar correctamente as decisões superiormente baixadas e executa-las com a rapidez e eficiência. Com a formação paulatina de jornalistas com certeza alcançar-se-á a qualidade e regularidade.
Estamos em Março, por isso na presente edição o foco está voltado para as celebrações do Março Mulher. Procurou-se através de entrevistas e depoimentos mostrar o dia-a-dia da mulher na Marinha de Guerra Angolana, os seus desafios e inquietações.
Depois de várias tentativas, finalmente conseguiu-se a entrevista com a primeira mulher angolana a fazer parte da tripulação de um Navio de Guerra “O 27 de Março”. O tempo passou mas os factos deixaram um rasto de lembranças agradáveis que Lelinha Barbosa procura partilhar com o grande público.
Ainda novinha conheceu as agruras da Luta de Libertação na 2ª Região Político Militar. O caminhar sob a chuva nas matas do Maiombe com a farda molhada e botas encharcadas. Mas nunca deixando de parte a sua arma que empunhava com coragem e valentia. A elas a nossa homenagem. Pois como escreveu Tatiana Finamore, no dia dedicado às Mulheres. “… as mulheres... são como este género de pontuação... reticências! Sempre a indicar um pensamento ou ideia ainda por terminar, concluir… omitindo algo que podia ser escrito, mas não foi. Podia ser dito, mas não foi. Uma figura retórica que deixa incompleta uma frase, dando a entender, no entanto, o sentido do que não se diz e, às vezes, muito mais”.
Participaram lada-a-lado com os homens na luta contra o colonialismo, na conquista da paz, na produção e edificação de um país livre e democrático. Geram vida e educam toda uma sociedade. Diga-se, a mulher é omnipotente! Está em todos os domínios da vida das sociedades.

 
 
 
 
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