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Sustentabilidade de exploração
dos navios e lanchas
da Marinha de Guerra Angolana
- Capitão de Mar e Guerra Receado Francisco Pedro
- Especialista de Instalações Energéticas Diesel
- Candidato Doutor em Ciências técnicas, pela Academia Militar Naval (Russia)
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A M.G.A foi criada após a independência do país, aos 10 de Julho de 1976, em circunstâncias da descolonização do país, da ex- metrópole Portugal, sob transição de certos meios navais (infra-estruturas, algumas lanchas e equipamentos). As infra-estruturas e equipamentos navais deixados pela administração naval Portuguesa serviram de suporte de asseguramento do estado técnico, quer das lanchas provenientes da administração acima citada, quer dos navios e lanchas adquiridos posteriormente pelo Estado Angolano.
A guerra desenvolvida durante décadas afectou profundamente a estrutura económica da República de Angola recém-criada, tendo debilitado financeiramente o Estado para atender os vários projectos de desenvolvimento do Ramo.
A M.G.A sem contemplação contínua em macro-projectos para desenvolvimento, motivado pela guerra, surge assim a degradação máxima da capacidade técnico-profissional, infra-estrutural e de equipamentos, tempos depois de sua criação.
A degradação da capacidade técnico-profissional, debilitou a assistência técnica aos navios, lanchas, equipamentos e infra-estruturas navais, influenciando um parcial retrocesso ao enaltecimento progressivo que o Ramo veio tendo desde períodos dos anos 70, a períodos dos anos 90 concretamente. A fuga de elevado número de profissionais navais em áreas de manutenção técnica (MT) e reparação, criou dinámica progressiva à degradação parcial do nível de prontidão combativa dos navios e lanchas, obtendo assim baixo coeficiente operativo e de utilização, originado pelo baixo nível de prontidão técnica, situação que se veio revelando dos anos 90 até a actualidade.
Conclui-se, que a degradação da prontidão combativa dos navios, influenciada pela degradação da prontidão técnica, é pois resultado do não macro investimento contínuo das três áreas (humana, financeira e material), caracterizadas em qualquer esfera de desenvolvimento, como pirâmide influente ou mesmo determinante.
Após breve resenha conduzida no contexto dos acontecimentos ocorridos, tendo os mesmos contribuido negativamente à área de exploração, absorve-se presentemente na MGA a realidade descendente do asseguramento do estado técnico dos navios, lanchas e seus meios, caracterizados pela debilidade técnica e tecnológica do sistema de asseguramento de manutenção técnica e reparação de navios, que possa nivelar as normas de exploração fundamentadas em documentos reitores.
A debilidade do sistema acima referenciado, contribui para o surgimento de baixos níveis de prontidão técnica quebrando assim o exercício de optimização de critérios durante a realização de tarefas do ámbito de prontidão combativa, dessa feita, a M.G.A. torna-se inativa no cumprimento acérrimo do seu papel de baluarte de defesa das águas territoriais, tornando assim vulnerável a segurança das fronteiras marítimas, pois disvirtuando-se de patrulhamentos, de igual modo vulnerável à garantia do asseguramento das actividades económicas no mar, do âmbito petrolífero, pesqueiro, tal como vulnerabilidade na contensão de bandos em diferentes esferas e interesses, que ameacem a integridade e tranquilidade da República de Angola.
A constatação resenhada no percurso do período desde a criação do Ramo até os anos 90, e a constatação permanente do período 90 até a nossa actualidade, requer sustentar pesquisas científicas sobre nova etapa à realidade de exploração dos navios e lanchas da M.G.A que reflicta um vector perspectivo no desenvolvimento do Ramo no contexto do asseguramento técnico dos mesmos e seus meios energéticos. Implica dessa feita abordar estudos no contexto de investigação científica sobre tarefas que melhorem a actualidade de exploração do complexo energético dos navios e lanchas da M.G.A, e perspectivar tarefas futuras no âmbito da exploração do mesmo complexo, que juntas (tarefas actuais e perspectivas ), venham resenhar progresso no desenvolvimento do estado de asseguramento técnico que permita a utilização intensiva e racional dos navios para o cumprimento efectivo das tarefas táctico-operativas, já exemplificadas acima, exigindo-se para tal, o empreendimento de tarefas que criem dinâmica ao desenvolvimento e asseguramento da prontidão técnica do complexo energético dos navios e lanchas do Ramo. Tais tarefas podem ser divididas em dois grupos identificados:
Primeiro grupo: Tarefas em prol do aperfeiçoamento actual do estado técnico das instalações energécticas dos navios e lanchas da M.G.A;
Segundo grupo: Tarefas perspectivadas em prol ao desenvolvimento do sistema de asseguramento da prontidão técnica dos navios da M.G.A em próximas etapas.
| O conteúdo global
dessa página poderá o leitor lê-lo na obra
que brevemente será editada (Sustentabilidade
de Exploração dos Navios e Lanchas
da M.G.A) |
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