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Inquietações cidadãs

CFR. Augusto Lourenço
Navios da Marinha Angolana, em missão de patrulhamento nas imediações da Praia das Palmeirinhas, sul de Luanda, apreenderam recentemente, a 10 milhas da costa, três embarcações de pesca por falta de licença e por transbordo de pescado. O Ministério das pescas, entidade a quem foi entre as ambarcações, confirmou a existência a bordo de 3 mil caixas de pescado. São factos que inquietam qualquer cidadão. E mais: Segundo dados divulgados pelo Chefe da Direcção de OperaçõesVice-Almirante Joaquim Gouveia, aquando da visita dos Deputados da 2ª Comissão da Assembleia Nacional, o país perde anualmente dois mil milhões de dólares devido ao exercício da pesca ilegal. São enormes os prejuízos causados ao equilíbrio do ecossistema e à biodiversidade marinhas.
A solução passa pelo reforço da capacidade de fiscalização e de monitoramento das nossas águas nacionais. Este é o desafio que as autoridades terão de vencer.
Aliás, temos seguido com atenção o apetrechamento da Polícia Marítima e o Ministério das Pescas com novos meios a fim de elevar a sua operatividade. A Marinha de Guerra Angolana, por seu turno, aguarda novos meios navais, que em cooperação com os outros actores irá, com certeza, elevar o Poderio Naval do Estado Angolano, impedindo que os seus recursos sejam delapidados por pescadores furtivos.
Estas e outras matérias fazem parte da presente edição, que vem recheada com um Dossier dedicado à cidade do Soyo. O Soyo recebeu a primeira unidade da Marinha, fora de Luanda. É uma homenagem merecida às populações e autoridades do Município que têm dedicado aos marinheiros muito carinho e afecto.
Os nossos articulistas vêm com tudo. Seis anos depois da primeira edição da Revista, regozijamo-nos com a crescente simpatia e amizade demonstradas pelos leitores dos mais variados quadrantes.
Num momento em que a Marinha completa mais um ano de existência desejamos a todos, feliz aniversário! São 33 anos em Defesa das Nossas águas!
E as nossas convicções e actos vão ao encontro dos sentimentos mais nobres dos angolanos. Lutaremos sempre para defender o nosso mar, nosso bem!
O Director
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