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Lanchas fazem 52 dias
do Namibe ao Kuito Cuanavale
| CFR. Augusto Lourenço |
CMG João Manuel Ambrósio, participou da odisseia |
Devido ao recrudescimento das acções do inimigo na província do Kwando Kubango, o Mando Superior decidiu criar uma unidade naval na localidade do Cuito Canavale, com a missão de patrulhar o rio e apoiar as tropas terrestres em operação.
O comando era composto pelo Comandante Correia de Barros (hoje coronel); Comissário Político 2º Tenente João Manuel Ambrósio; Chefe das Operações Alexandre Kosi (Contra-Almirante já falecido); Chefe das Operações Luís António (actualmente Vice-Almirante); e Henrique Buka (Financeiro já falecido).
Para o efeito, foram preparadas e posteriormente enviadas àquela localidade dois navios de Desembarque Pequeno (NDP).
Saídas de Luanda, posta na Base de Manobras do Namibe foram carregadas em dois camiões plataforma, um Scania 111 e outro uma Berliet, sob comando do Comissário Político 2º Tenente João Manuel Ambrósio, actualmente CMG e Chefe do Destacamento de Apoio do Estado-Maior da MGA.
Subiram a Serra da Leba, até à cidade do Lubango e lá receberam ordens para se dirigir à cidade do Huambo e aí apanharem a coluna com destino ao Menongue. Permaneceram vários dias a aguardar pela coluna. Eram acompanhados por trabalhadores civis da Marinha que tinham recebido como missão a reabilitação das instalações que lhes tinham sido cedidas pelo governo local.
Recorde-se que na altura era Comissário Provincial, o senhor Mariano Puku.
Integrados na coluna cubana, partiram em direcção ao KK, porém durante a travessia do rio Cuchi um dos camiões plataforma ficou preso na estrutura metálica da ponte. A coluna cubana seguiu seu caminho deixando-os entregues à sua sorte. O comandante Ambrósio lembra que quase chorou ao vê-los partir.
Só mais tarde e graças à ajuda de um camião de marca Tatra conseguiram superar o obstáculo e chegar ao Menongue no mesmo dia. Chegados à capital do KK o 2º tenente Ambrósio foi substituído pelo João Louro que acompanhou os camiões até ao Cuito Cuanavale.
A viagem por terra, do Namibe ao destino durou 52 dias.
Em 1981, a unidade recebeu um novo comandante. Seu nome é Augusto Pedro.
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