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Reedificação
tornará a marinha
mais operacional
| CFR. Augusto Lourenço |
Chefe Adjunto do Estado-Maior General das FAA, General Geraldo Sachipengo Nunda presidiu o acto Centraldos 33 anos da MGA |
O Processo de Reedificação da MGA prevê a criação de bases navais, infraestruturas para a aquartelamento da tropa, serviços sociais e instalações administrativas, bem como a aquisição de navios de várias classes, que tornarão a Marinha mais operacional tendo em vista a defesa, a fiscalização e a busca e salvamento no mar. Essa visão foi apresentada pelo Chefe do Estado-Maior General Adjunto General Geraldo Sachipengo Nunda, na Região Naval Sul (Lobito) durante as celebrações do 33º aniversário da criação da Marinha de Guerra Angolana.
Segundo o General Nunda, diante deste desafio, a reestruturação do sistema de ensino, com a criação de uma academia Naval para a formação superior de oficiais nas mais diversas especialidades, tendo em conta que o homem é o elemento fundamental e que nenhuma técnica terá valor sem a sua correcta exploração.
Cumpridas estas tarefas, a MGA estará em altura de assumir os seus compromissos perante o Comité Marítimo Permanente da SADC e oferecer segurança aos navios que atravessem as nossas águas ou a zona marítima exclusiva, assim como colaborar com outras marinhas em missões de busca e salvamento em casos de acidentes e catástrofes naturais no mar.
A cerimónia contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da MGA Almirante Augusto da Silva Cunha “Gugu”, do Chefe do Estado-Maior da FAN, General Hanga e do Chefe Adjunto do Estado-Maior do Exército General ,Lúcio do Amaral.
Durante o acto foi realizada a troca do Estandarte Nacional, a promoção de alguns oficiais, o desfile das tropas em parada e demonstrações de habilidades combativas dos Fuzileiros Navais de Angola, entre outras.
A MGA, fundada em 10 de Julho de 1976, num acto ficou marcado pela visita do Presidente de Angola, Dr. António Agostinho Neto, na Base Naval de Luanda, facto que coincidiu com o fim do período de instrução dos primeiros militares do ramo, pós independência do país.
A partir do convés da lancha “Escorpião”, herdada da Armada da Portuguesa, António Agostinho Neto salientara o papel da Marinha de guerra na preservação da integridade territorial.
Na ocasião, o fundador da Nação angolana advogou que com "a protecção das águas territoriais, é um facto que neutralizaremos aqueles que querem, de qualquer maneira, roubar o que existe no nosso país".
Em 33 anos, grandes transformações se registaram, segundo fontes do ramo, pois o embrião, com estruturas apenas em Luanda, corporizou a implantação de unidades completas ao longo de toda a costa.
Do punhado de jovens, sem formação específica, actualmente ,enquadra especialistas dos mais diversos perfis, a maior parte dos quais formados em estabelecimentos de ensino militar da ex-União Soviética.
Actualmente, dirige a Marinha o Almirante Augusto da Suilva Cunga “Gugu”. Já exerceram o referido cargo o Major -Avelino Soares de 1976 a 1976; Major - João da Silva Mendes “Força Maior”, de 1976 a 1979 (Falecido) ; o Tenente-Coronel Manuel Augusto Alfredo “Orlog”, de 1979 a 1985(Falecido); o Almirante António Condessa de Carvalho “Toca” de 1985 a 1991; o Almirante Gaspar Santos Rufino de 1992 a 2001 e o Almirante Feliciano António dos Santos “Paxi” de 2001 a 2007.
O processo de Reedificação impõe as seguintes tarefas:
- Reorganização da estrutura orgânica com pendor operacional
- Criação de pontos de basificações (Bases Navais) e outras infraestruturas de apoio
- Restruturação do sistema de ensino (Criação de uma academia Naval e da Escola Naval
- Aquisição de Unidades navais de várias classes
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