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Ano 6 - Edição 16 - Jul/Ago/Setembro 2009 - Preço Kz 250,00
Destaques de capa
Governo cria sistema nacional de vigilância marítima
- Reedificação tornará a marinha mais operacional
- Generais João de Matos e Numa falam sobre a génese das FAA
- Marinha desmobiliza mais de 100 militares
EDITORIAL
 
 

Avante FAA!


CFR. Augusto Lourenço

As Forças Armadas Angolanas completam mais um aniversário em 9 de Outubro de 2009. Criada em 1991, no âmbito dos Acordos de Paz de Bicesse, mal foram activadas as primeiras unidades, o novo exército viu-se confrontado com um novo e difícil desafio: o de defender a paz e o estado de direito saído das primeiras eleições multipartidárias.
No início, as dificuldades eram enormes. Os meios logísticos eram escassos e a organização incipiente. As populações clamavam por segurança. Num quadro em que se avolumava as dificuldades, foi preciso o Comandante-em-Chefe e a direcção das Forças Armadas Angolanas desenvolveram, com a urgência que a situação operacional impunha, acções para treinar e equipar as tropas com vista a alteração do equilíbrio no teatro militar a seu favor.
Milhares de combatentes entregaram-se ao combate com coragem e valentia. Era urgente fazer parar a máquina inimiga.
E hoje, passados 18 anos, desde a criação das FAA, rendemos uma homenagem merecida a todos aqueles que tudo fizeram para que a paz fosse alcançada em 2002.
Por estarmos preocupados com a memória, nesta edição, fazemos uma retrospectiva de parte desse percurso. Para o efeito reeditamos a conferência proferida pelo General João de Matos e publicamos uma entrevista feita com o General Abílio Camalata Numa. Estes dois generais, o primeiro, pelo Governo, e o segundo pela parte da Unita, no limiar contribuíram para a formação das FAA.
Mas com o reinício do conflito pós eleitoral em 1992, estes dois generais se confrontaram no campo da batalha.
E dez anos depois, isto em 2002, as FAA conquistam a paz.
O General Camalata Numa, passou à reserva e foi eleito Deputado à Assembleia Nacional em 2008. Questinado sobre as suas expectativas em relação as FAA, ele diz acreditar e respeitar as Forças Armadas como baluarte na Defesa da Soberania e da Unidade Nacionais.
Realmente as FAA são a espinha dorsal na construção de uma NAÇÃO UNA, DEMOCRÁTICA E DESENVOLVIDA!

Parabéns! Avante FAA!

 
 
 
 
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