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Ano 4 - Edição 9 - Jan/Fev/Mar 2007 - Distribuição gratuita
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Chuvas: Fuzileiros acodem vítimas em Luanda e Moxico
SUMÁRIO
EDITORIAL
DESTAQUES
ENTREVISTA
ÁLBUM
GENTE & ROSTOS
CIÊNCIA E TÉCNICA
DO ESTRANGEIRO
ESCOTILHA
REPORTAGEM
MARÇO MULHER
MEMÓRIA
FÓRUM
FLASH
ÚLTIMA HORA
CULTURA
PERFIL
REFLEXÃO
DOSSIER
DESPORTO
CORRENTE DE BENGUELA
CRÓNICA
ANCORANDO
CULTURA
         
 
Banda de Música sai do silêncio
Por Alexa Sony

A MGA completa 30 anos de existência. Ao longo da sua história, a actividade cultural sempre marcou presença no quotidiano das unidades e subunidades navais. Muitas gerações de marinheiros buscaram na música, na dança, na literatura e no teatro uma das formas de manifestarem o sentimento que lhes ia na alma. Na entrevista, o Chefe Adjunto da Direcção de Educação Patriótica do Estado-Maior da MGA, Contra-Almirante Pedro Kanhica, aborda, entre outros aspectos, os momentos e os protagonistas que marcaram época na Marinha Angolana. Siga a entrevista.

Revista da Marinha: Que avaliação faz da actividade cultural na MGA ao longos dos 30 anos?
CALM Pedro Kanhica: O percurso é longo, porque tivemos aqui as primeiras gerações ligadas às actividades culturais da marinha que serviram e ainda servem de exemplo para as novas gerações. Na altura, trabalhávamos com o António Paulino, Lisboa Santos e Jorge Fortes Gabriel que supervisionava a actividade cultural. Desde 1976 até 1982, não podemos fazer uma avaliação concreta, porque as actividades eram espontâneas, mas a partir de 1982 em diante já havia uma organização.

RM: Qual era o órgão que coordenava essa actividade?
CALM P.K: Era o Departamento de Educação e Cultura, que além de responder pela alfabetização e educação, planificava e controlava também as actividades culturais.

RM: Quais eram as modalidades culturais em que a Marinha mais se destacou?
CALM P.K: A Marinha destacou-se mais a música e na literatura, porque tínhamos músicos de renome como: António Paulino e Lisboa Santos que no palco eram astros. como escritor, tínhamos o actual Contra-Almirante Jorge Fortes Gabriel que com as suas poesias e prosas representou muito bem a Marinha. Em suma, todos estes evidenciaram a participação da marinha nas inúmeras actividades culturais.

RM: Em que festivais a Marinha participou?
CALM P.K: A Marinha participou em todos os festivais que foram organizados pelas forças armadas. Participamos especialmente aqui em Luanda no R-20, participamos na actividade que houve no Lubango, Cabinda e em festivais de trova com artistas individuais e amadores.

RM: Actualmente como está na Marinha a Dança, a Música, o Teatro e a Literatura?
CALM P.K: Quanto a dança, em relação aos primórdios estamos em baixo. Mas junto da área cultural, estamos a ensaiar e a apadrinhar um grupo de dança da Ilha de Luanda, mas o nível ainda não é desejável. E com relação à música, estamos bem, porque tivemos aqui um agrupamento musical o conhecido Grupo 10 de Julho, mas que infelizmente alguns se afastaram do grupo devido a desmobilização que houve em 1991.
Mas agora, estamos a renascer, temos uma nova aparelhagem e estamos a ser representados pelo cantor Sabino Henda e os colegas do Grupo (Trifuzu). Portanto estes estão a mostrar que a música na Marinha não morreu. No teatro, estamos na estaca zero. Estamos a envidar esforços para que não se produza só um grupo de dança, mas que este grupo seja polivalente, porque há potencialidades tanto a nível de instrutores como de instruendos. E de acordo com a última reunião que tivemos com os órgãos de Cultura das Forças Armadas, há disponibilidades de meios para irmos muito mais longe.
Quanto à literatura, temos neste momento indivíduos que escrevem bem, que são os jornalistas profissionais que funcionam na Revista da Marinha, também temos oficiais a nível da Unidade que têm capacidades e disponibilidades para escreverem.

RM: Qual é a relação que os grupos da MGA têm com os demais da cidade de Luanda?
CALM P.K: A relação é boa, porque nas efemérides de carácter mais relevantes, nós recorremos às entidades culturais da cidade de Luanda, principalmente àqueles que estão ligados às Forças Armadas.

RM: Quando é que a Marinha terá o seu cancioneiro?
CALM P.K: O que está decidido superiormente, é que apresentemos a nossa Banda de Música com os elementos que estiveram a cursar durante muito tempo e que ficaram paralisados. Igualmente, o Cancioneiro da Marinha já está a ser preparado a fim de ser apresentado no âmbito das celebrações do 30 anos do Ramo.

RM: Quais as perspectivas que o Ramo tem quanto ao desenvolvimento das actividade culturais?
CALM PK: O nosso representante esteve presente na reunião sobre cultura das Forças Armadas Angolanas, lá, abordaram vários aspectos no que concerne a cultura. Então de acordo com o nosso programa de acção, só estamos a espera da disponibilidade do Ramo aí todos os nossos programas serão executados a partir da música até ao teatro.

 

 
 
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