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Ano 4 - Edição 9 - Jan/Fev/Mar 2007 - Distribuição gratuita
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Chuvas: Fuzileiros acodem vítimas em Luanda e Moxico
SUMÁRIO
EDITORIAL
DESTAQUES
ENTREVISTA
ÁLBUM
GENTE & ROSTOS
CIÊNCIA E TÉCNICA
DO ESTRANGEIRO
ESCOTILHA
REPORTAGEM
MARÇO MULHER
MEMÓRIA
FÓRUM
FLASH
ÚLTIMA HORA
CULTURA
PERFIL
REFLEXÃO
DOSSIER
DESPORTO
CORRENTE DE BENGUELA
CRÓNICA
ANCORANDO
EDITORIAL
         
 
PENSAR GRANDE!

Trinta anos! Fechamos um ciclo importante do percurso que marca a existência da Marinha de Guerra Angolana. A ideia da criação da Marinha foi do Presidente Agostinho Neto, ainda durante a luta de libertação contra o colonialismo português.
Por volta dos anos 70, para contornar as dificuldades que os colonialistas impunham ao MPLA, quanto ao abastecimento dos guerrilheiros no interior, foram enviados para a ex-URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) 24 militares liderados pelo Comandante Avelino Soares. Porém, apenas a 10 de Julho de 1976, finalmente, Neto vê o seu sonho realizado já na Angola independente. Isto foi há 30 anos.
Ao celebrarmos o trigésimo aniversário da criação da Marinha, a RM publica a entrevista do 1º Comandante da Marinha Nacional Angolana, Avelino Soares da Silva. Há muito haviámos manifestado o desejo de conhecê-lo e ouví-lo. Creio também ser esse o desejo de toda a geração de marinheiros que compõem hoje as fileiras do Ramo. Por isso, fomos ao seu encalço, persistimos e consegui-mo-lo. Estamos felizes, pois será um contributo valioso à nossa história.
Essa edição trás um cardápio diversificado e adocicado pelas contribuições de muitos marinheiros. Artigos, memórias e retratos procuram resgatar e eternizar os factos e protagonistas que marcaram os 30 anos de trabalho em prol da defesa das águas nacionais.
O navio lançado ao mar há 30 anos continua a navegar, cada dia com mais segurança, com mais quadros treinados, com mais esperança.
Na travessia muitos companheiros ficaram nas ondas do tempo. Vergamo-nos em sua memória e garantimos persistir no caminho que trilharam e conquistar o sonho de ter uma Marinha com muitas lanchas, fragatas, submarinos até porta-aviões. Uma força de fuzileiros navais forte e temível. Essa continua a ser a nossa aposta. A nossa luta. Nossa fé.
“Essa Marinha é necessária”, advertiu Neto. Por isso, devemos pensar grande, como disse o Presidente José Eduardo dos Santos, durante a cerimónia de inauguração do Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor). Angola é um país com uma costa extensa, com rios com mais de 100 canais, por isso os nossos projectos para o futuro devem se ajustar à grandeza do país que temos e às responsabilidades inormes que pairam sobre nós no contexto das nações e da defesa da paz no mundo. Devemos pensar grande, para uma Marinha forte. Ao mar! Rememos!

 

 
 
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