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Ano 4 - Edição 9 - Jan/Fev/Mar 2007 - Distribuição gratuita
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Chuvas: Fuzileiros acodem vítimas em Luanda e Moxico
SUMÁRIO
EDITORIAL
DESTAQUES
ENTREVISTA
ÁLBUM
GENTE & ROSTOS
CIÊNCIA E TÉCNICA
DO ESTRANGEIRO
ESCOTILHA
REPORTAGEM
MARÇO MULHER
MEMÓRIA
FÓRUM
FLASH
ÚLTIMA HORA
CULTURA
PERFIL
REFLEXÃO
DOSSIER
DESPORTO
CORRENTE DE BENGUELA
CRÓNICA
ANCORANDO
CIÊNCIA E TÉCNICA
         
 
Ensino e formação em aliança estratégica
VALM-Valentim A. Antonio

Para o cumprimento da sua missão, a Marinha tem que pugnar pelo apetrechamento da esquadra, já que o sistema de força naval é o instrumento primeiro da missão da Marinha.
De facto, uma Marinha sem navios não faz qualquer sentido, como também não faz sentido uma Marinha sem pessoal motivado e competente, o que significa que todos os elementos devem cumprir as funções inerentes ao cargo que ocupam e devem estar devidamente preparados para o seu desempenho. Isto não tem nenhum segredo porque são as pessoas, os seus conhecimentos e saberes, que constituem o recurso dos recursos, o tal recurso estratégico que dá vida e expressão às organizações, coloca em funcionamento a imensa " máquina " que é a Marinha.
Assim, deverá ter-se em conta e com natural pragmatismo de que o ensino e a formação são vertentes estratégicas do desempenho e investimento de retorno assegurado.
Potenciar os recursos humanos - está politicamente correcto que os recursos humanos assumam no discurso da Marinha uma posição central, que sejam entendidos de forma diferente, mais como um investimento e menos como um custo, e nesse sentido, visto segundo uma outra óptica, mais moderna e actual, em que o seu desenvolvimento e motivação devem ser tidos como vector de esforço de maior peso e relevância.
Hoje já se fala no sistema de ensino e formação das Forças Armadas, da criação de uma Escola Naval para preparar oficiais, como é óbvio, com grau de licenciatura e bacharelato nas diversas áreas com o interesse para a Marinha, tais como a Marinha, Administração Naval, Fuzileiros, Engenharia Navais - ramo Mecânico, e Engenharias Navais - ramo Armas e Electrónica, ideia que esperamos seja materializado uma vez que a Marinha para a formação de seus oficiais com certo nível técnico e científico depende do exterior.
Ao concretizar - se o facto da edificação da Escola Naval seria de bom tom que a mesma formasse também oficiais para a Marinha Mercante, já que as matérias gerais são as mesmas, podendo os alunos utilizar os mesmos simuladores e demais recursos.
As vantagens de ordem material e de natureza social são tão evidentes que não vale a pena discriminá - las.
Para tal, o aproveitamento dos recursos humanos disponíveis constituem uma grande base de sustentação para o funcionamento de uma Escola Naval. O importante é valorizar os recursos humanos disponíveis incentivando - os para que não se dispersem.
O mercado de emprego, como as Forças Armadas, precisa de jovens com sólida preparação científica, de banda larga, com novas competências transversais e atitudes modernas, com capacidade de conceptualizar projectos e de promover a integração de equipas. É o que se pede hoje à formação universitária, e por conseguinte a uma Escola Naval. Por isso, é de capital importância que ao ser criada, os gestores dos recursos humanos na Marinha e outros orga-nismos intervenientes tudo devam fazer para que os cursos a ministrar obtenham o reconhecimento do Ministério da Educação cuja estrutura geral dos planos de estudo e os planos concernente às ciências básicas, sociais e técnicas gerais sejam do mesmo nível das instituições escolares equivalentes e tuteladas pelo Ministério da Educação.
Estimo que já se iniciou a fase acele-rada de discussão sobre este assunto sobre o ensino e formação nas Forças Armadas e que deverá obrigar os intervenientes à reflexão deste tema no contexto da Defesa e das Forças Armadas. A Marinha não se deve eximir desse debate, podendo mesmo amadurecer ideias no órgão de conselho vocacionado para a discussão do assunto, já que a Marinha tem uma necessidade acentuada de oficiais nas distintas especialidades para serem destinados aos navios e unidades em terra.
Por isso, os factores relacionados com o Ensino e Formação têm que ser resolvidos cientificamente sem permitir pressas inúteis e atitudes subjectivas para essa questão, mas também sem demorar indevidamente. toda a melhoria útil para que os homens e mulheres que servem na Marinha estejam motivados a vencer os desafios no âmbito Nacional e no plano Internacional, cumprindo assim a Marinha com as suas atribuições.

 

 
 
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