A Banda 10 de Julho pertencente à Marinha de Guerra Angolana prevê ainda este ano lançar o seu primeiro CD com 12 faixas. Essa informação foi prestada pelo director do referido grupo, Simão Quitoco, 38 anos.
A banda composta por dez elementos, integrou-se na MGA no âmbito de uma parceria com o Estado-Maior do Ramo. Criada há 15 anos, antes donominava-se por Banda Voga.
Recorde-se que sob orientação de Sua Excelência Chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra Angolana Almirante Feliciano António dos Santos "Paxi" e das Indicações metodológicas e de organização sobre a criação de núcleos de arte e cultura nas U/E/O no domínio da dança, música teatro, literatura e investigação científica, a DEP/EMM, no âmbito das celebrações do 30º aniversário do Ramo, manteve contactos com alguns artistas.
Assim, durante o acto central foi apresentado oficialmente o Grupo Cultural da Marinha de Guerra Angolana composta por três subgrupos que são: subgrupo de música, dança e o de teatro. A Banda 10 de Julho subiu ao palco o mostrou os seus dotes.
RM - Qual foi o momento mais alto durante o tempo de vossa existência?
R. Foi uma das viagens que a Banda efectuou na companhia da cantora Patrícia Faria aos EUA. Houve muito calor humano de angolanos que lá residem e ficaram muito satisfeitos. Além de EUA também estivemos em Portugal, África do Sul e Cabo Verde.
A convite do Ministério da Cultura, da casa 70 e outras entidades já estivemos em todas as províncias de Angola.
RM - Como avalia o desenvolvimento da Música Angolana?
R. Antes a música angolana estava meio deturpada, pois antes o artista era incapaz de viver da música. Hoje já é possível. Muitos de nós vivem graças à música.
RM - Há vários estilos no mercado e um deles com muitos aderentes é o Kuduro. Qual é o vosso estilo?
R. Bom, o kuduro é um estilo criado pelos angolanos. Eu não o desprezo, mas o que acho é que sendo o Kuduro um estilo nosso, seria bom que introduzíssemos instrumentos musicais manuseados não à base de bits. Um kudurista dificilmente é capaz de fazer uma actuação numa banda, por exemplo. Os bits são criações que vêm no teclado , o sintetizador. O que vem no teclado todo jovem é capaz de manusear, isso daria maior ênfase à própria música. A minha banda toca sobretudo semba, Rebita. E já acompanhámos vários artistas amadores e profissionais.
Carlos Burity, Calabeto, Eliás, Lourdes Vandúnem, Proletário, Sabino Henda, Man Beto, as Jingas e tantos outros.
RM - Quais são as vossas perspectivas?
R. É gravar um disco. Tão logo as condições se reúnam vamos entrar em estúdio para gravar um CD. Estamos a preparar tudo que temos na bagagem e depois endereçar um pedido à direcção do Ramo, para a concretização do nosso sonho. Temos por aí 15 músicas prontas. Ao longo do ano passado saíram muitos discos, por isso vai ser preciso fazer-se uma pesquisa de mercado para sabermos o momento certo. Acho que o nosso CD terá 12 faixas.
RM - Com 10 mil dólares não se faz um disco?
R. É pouco mas dá para fazer-se, porém a quantidade de exemplares será reduzida.
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