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Ano 4 - Edição 9 - Jan/Fev/Mar 2007 - Distribuição gratuita
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Chuvas: Fuzileiros acodem vítimas em Luanda e Moxico
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General Furtado apresenta nova perspectiva para marinha
CFR Augusto Lourenço

«Primeiro deve-se estabelecer um quadro perspectivo para a recuperação e reequipamento e só posteriormente falar-se em modernização ou desenvolvimento do Ramo. ou seja, reequipar para depois modernizar.» Essa é a visão do novo Chefe do Estado-Maior General das FAA, General de Exército Francisco Pereira Furtado que apresenta uma nova perspectiva no desenvolvimento da Marinha e das Forças Armadas.
Segundo sua perspectiva, o que tem vindo a ser feito até agora não se deve considerar como sendo a modernização ou a reestruturação, porque esse processo parte de um diagnóstico das actuais capacidades, do nosso estado de organização e funcionamento bem como de apetrechamento.
A cooperação com outros actores que intervêm no mar e nos rios; estudar e determinar as prioridades de reequipamento e recuperação dos meios do Ramo; combater a imigração ilegal de estrangeiros, o narco-tráfico e o contrabando, determinar os rios navegáveis, elevar os níveis de organização e disciplina das tropas, melhorar as condições de acomodação do pessoal, entre outras, foram as principais recomendações deixadas pelo General de Exército Francisco Pereira Furtado, na sua primeira visita à Marinha de Guerra Angolana, após a sua nomeação ao cargo.

Marinha projecta construção de nova base naval

A Base Naval de Luanda, ao abrigo do Programa de desenvolvimento e reconstrução, deverá mudar de local, anunciou o Chefe do Estado-Maior General das FAA General de Exército Francisco Pereira Furtado, durante a sua primeira visita à Marinha de Guerra Angolana.
No entender do General de Exército, que falava no encontro com a Direcção do Ramo e oficiais almirantes e superiores, investir em novas instalações navais ou reabilitar as actuais é um dilema, cuja solução passa pela definição do que é prioritário.
"Se se deverá continuar a investir em infra-estruturas que não serão utilizadas ou previstas para o futuro da Marinha de Guerra ou com base nos estudos iniciados ou a concluir começar-se a direccionar esforços para aquilo que serão as infra-estruturas da MGA", salientou.
Ao abrigo do Programa de Desenvolvimento e Reconstrução das Forças Armadas, bases navais ou infraestruturas navais serão construídas noutros pontos do território para responder à nova perspectiva de reequipamento e modernização.
O Chefe de Estado-Maior General referindo-se às actuais instalações do Estado-Maior da MGA disse que, para além de terem capacidades limitadas, a sua localização não permite já, nesta fase, ao Ramo desenvolver de forma harmoniosa o conjunto de actividades ou missões no quadro do seu reequipamento e a posterior modernização.
Pois, "A Marinha de Guerra Angolana, como um ramo de extrema importância para o asseguramento e defesa das nossas costas e fronteiras marítimas e fluviais, no quadro do conjunto das suas missões e muito particularmente da nossa localização ao nível da região, deve merecer, no exercício da nossa função e do nosso mandato, uma especial atenção para que realmente possa ser dignificante para a garantia da defesa das nossas águas marítimas, das nossas fronteiras e das Zona Exclusiva que nos está atribuída".

 

 
 
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