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EDITORIAL |
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| SEMPRE NO MESMO AZIMUTE! |
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O sonho quando sonhado juntos é começo de realidade, assim cantou o músico Raul Seixas. É isso que anima e faz persistir esta geração de marinheiros no sonho de voltar a ver os navios de guerra a partirem do cais e perderem-se no horizonte, sulcando as águas nacionais, de norte a sul, fiscalizando e monitorando todas as riquezas nelas existentes.
As imagens de navegações em lanchas porta-mísseis e de desembarques nos idos anos 80 ainda persistem teimosamente na memória. Foram tempos áureos de muito trabalho e muita audácia. A azáfama cobria as tripulações antes de cada missão. Ainda é audível o ruído dos tornos, preparando um parafuso para aperto de uma peça solta e a correria na preparação do armamento. A logística, o centro de comunicações, o posto de comando e as operações, todos sincronizados, laboravam para garantir uma navegação sem sobressaltos.
À medida que o tempo foi passando, as unidades foram envelhecendo, foram perdendo a sua capacidade técnica e operativa até à sua desactivação. Mas o sonho, esse permanece, não naufragou, e a agulha dos nossos anseios indica o mesmo azimute. Sabemos o que queremos.
Dentro de pouco tempo, como garantiu Sua Excelência Chefe do Estado-Maior da MGA, Almirante Feliciano António dos Santos "Paxi", na cerimónia de cumprimentos do fim de ano, a Marinha de Guerra Angolana vai ser reequipada com meios navais capazes de garantir a soberania do Estado no Mar. Unidos persistamos nesse sonho!
A Revista Marinha apresenta na edição todo um conjunto de matérias, onde se procura traduzir esse desejo, esse sentimento que é de toda uma ge-ração. Assim, o destaque vai para a participação da Marinha na busca e salvamento de populações flageladas pelas chuvas, quer no município de Cacuaco, quer no Leste de Angola, onde a coragem e valentia dos nossos jovens fuzileiros navais foram novamente postas à prova.
O leitor também vai acompanhar a reportagem sobre a primeira visita à Marinha do novo Chefe do Estado-Maior da FAA, General de Exército Francisco Pereira Furtado, e as suas reflexões em torno do desenvolvimento das Forças Armadas. Na sua estratégia, deve-se trabalhar primeiro no reequipamento da Marinha e só depois na sua modernização. A remotorização da lanchas da classe “Mandume” inscreve-se no âmbito dessa estratégia.
Uma matéria sobre os cruzeiros marítimos mostra as potencialidades turísticas ainda inexploradas e que podem gerar milhões de dólares para a economia pública e privada. Por isso, doravante desenvolveremos o dossier "Nosso bem, Nosso mar", onde se abordará questões relacionadas com o mar e os seus múltiplos recursos e benefícios para a economia nacional.
Reiteiramos o nosso sentimento de gratidão pelo apoio que a direcção do Ramo tem prestado à Revista Marinha. Aos colaboradores, o nosso apreço. No convés da esperança, naveguemos juntos na edificação de uma Marinha forte e capaz de garantir a defesa da soberania do Estado no mar. |
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