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Ano 4 - Edição 9 - Jan/Fev/Mar 2007 - Distribuição gratuita
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Chuvas: Fuzileiros acodem vítimas em Luanda e Moxico
SUMÁRIO
EDITORIAL
DESTAQUES
ENTREVISTA
ÁLBUM
GENTE & ROSTOS
CIÊNCIA E TÉCNICA
DO ESTRANGEIRO
ESCOTILHA
REPORTAGEM
MARÇO MULHER
MEMÓRIA
FÓRUM
FLASH
ÚLTIMA HORA
CULTURA
PERFIL
REFLEXÃO
DOSSIER
DESPORTO
CORRENTE DE BENGUELA
CRÓNICA
ANCORANDO
REFLEXÃO
         
 

General furtado traça nova estratégia

Camarada General Nunda, Chefe do Estado-Maior Adjunto das FAA,
Camarada General João Maria, Vice-Procurador Geral da República e Procurador-Geral da FAA,
Camarada General Patónio, Juiz Presidente do Tribunal Militar
Camarada Almirante Dos Santos, Chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra
Camaradas Generais do Estado-Maior General das FAA,
Camaradas almirantes e oficiais da Marinha de Guerra Angolana


Em primeiro lugar, queria agradecer muito particularmente ao Estado-Maior da Marinha de Guerra pelas condições proporcionadas para essa nossa primeira visita de apresentação ao Ramo, de igual modo agradecer a vossa mensagem que me foi endereçada por ocasião da minha nomeação ao cargo de Chefe de Estado-Maior General, cientes de que o seu conteúdo estimula-nos para o árduo esforço que teremos de desenvolver em prol do cumprimento das nossas obrigações, fundamentalmente o nosso engajamento na materialização das políticas definidas superiormente, muito particularmente da orientação de Sua Excelência Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, relativamente a uma nova fase de reedificação das nossas Forças Armadas.
A Marinha de Guerra Angolana, como um ramo de extrema importância para o asseguramento e defesa das nossas costas e fronteiras marítimas e fluviais, no quadro do conjunto das suas missões e muito particularmente da nossa loca-lização ao nível da região, deve merecer, no exercício da nossa função e do nosso mandato, uma especial atenção para que realmente possa ser dignificante para a garantia da defesa das nossas águas marítimas, das nossas fronteiras e da Zona Exclusiva que nos está atribuída.
Nós acompanhámos com muita atenção o informe que nos foi apresentado pelo Estado-Maior da Marinha de Guerra Angolana e sabemos que as preocupações são vastas. Não nos cingiríamos neste momento a fazer perguntas, porque seriam muitas e, creio também que propostas e várias soluções já foram apresentadas e deverão merecer a nossa devida atenção e tratamento no quadro das nossas responsabilidades durante a vigência do nosso mandato. Mas, no entanto, gostaria de particularizar, que as dificuldades são várias, a própria inexistência de unidades navais e de estruturas necessárias para o desenvolvimento da vossa honrosa missão, constitui uma preocupação do Estado e as Forças Armadas Angolanas, como parte integrante deste Estado, devem sentir-se ainda muito mais preocupadas na criação de condições para o apetrechamento e reedificação de facto deste Ramo importante das nossas Forças Armadas.
Nós não diremos que temos estado a fazer a nível das Forças Armadas a Modernização ou a reestruturação em si, porque uma modernização de facto parte, em primeiro lugar, de um diagnóstico das nossas actuais capacidades, do nosso estado de organização e funcionamento bem como de apetrechamento, e como vocês apresentaram no vosso informe, estabelecer um quadro perspectivo para a recuperação e reequipamento e posteriormente falarmos, então, em modernização ou desenvolvimento do Ramo.
Nós temos a consciência de que há necessidade de equacionar os efectivos, em primeiro lugar , em função da combinação necessidade e realidade. É um factor importante para podermos compreender e desenvolver este Ramo, porque os encargos onerosos que temos com o pessoal para o orçamento que é concebido, neste caso particular, para a Marinha de Guerra, que não difere muito da própria situação que vivem as próprias Forças Armadas, no seu todo, é um aspecto que deveremos ter sempre presente durante a vigência do nosso mandato.
No entanto, eu gostaria de, embora brevemente a Marinha de Guerra, à semelhança dos demais ramos das Forças Armadas, terem que se submeter a um programa de reedificação, que será oportunamente divulgado, deixar aqui algumas linhas de acção para que possam vir a accionar o vosso esforço e o pensamento inicial na criação das condições para que essa reedificação se efectue de forma programada, de forma organizada e acima de tudo para permitir o cumprimento dos objectivos pretendidos pelas instâncias superiores, neste caso concreto, do Estado e do próprio Comandante-em-Chefe das Forças Armadas.
· Gostaríamos de dizer que a Marinha, portanto, deverá garantir, em estreita coordenação com os órgãos afins do Estado, o sistema de vigilância e segurança marítima e fluvial do país, pese embora todas as dificuldades que continuamos a viver e que dominamos.
· Face ao actual coeficiente de disposição técnica da Marinha Guerra Angolana deverão estudar e determinar as prioridades de reequipamento e recuperação dos meios do Ramo a fim de se implementar os projectos de defesa, segurança e vigilância da fronteira Marítima e da Zona Económica Exclusiva e do sistema de patrulhamento fluviais.
· Deverão também combater em coope-ração com outros órgãos do Estado a imigração ilegal de estrangeiros, o narcotráfico e o contrabando que se regista a nível das nossas fronteiras marítimas e das nossas águas fluviais.
· Há necessidade da Marinha de Guerra Angolana conhecer profundamente todas as propostas apresentadas pela empresa no quadro do projecto TESQUI group, assim como melhorar a organização dos trabalhos preparatórios para a implementação destes projectos, tendo em conta a dimensão técnica e económica que o programa de reequipamento e modernização da Marinha pretendidos, com vista a direccionar esse complexo processo à Direcção Principal de planeamento e Organização do Estado-Maior General,
· A Direcção Principal do Armamento e Técnica do Estado-Maior General, fundamentalmente estes órgãos, em conjunto com os órgãos do Estado-Maior da Marinha de Guerra deverão proceder uma análise com a compilação siste-matizada das recomendações necessárias para a MGA, fundamentalmente na elaboração do caderno de encargos que deverá ser remetido à empresa executora do projecto para que esta elabore as propostas técnico-co-merciais. Deveremos também elaborar o caderno de encargos a nível do Estado-maior General que deverá ter como material de suporte o manual de Apoio Metodológico do processo de aquisição de serviços e meios de armamento e técnica, bem como o plano de actividades do projecto já aprovados pelo Chefe do Estado-Maior General ou a ser aprovado.
· Considerando a dimensão técnico e económica dos projectos de reequipamento da Marinha de Guerra, o Estado-Maior General deverá constituir uma equipa de consultoria que terá missão de assessorar as FAA, neste caso particular a MGA, na implementação do programa, sendo necessário para o efeito exarar-se um despacho do Chefe de Estado-Maior General sobre a coordenação e acompanhamento das actividades inerentes.
· Na base de estudos existentes e das experiências já vividas no passado, determinar os rios navegáveis para o seu aproveitamento no sistema de nave-gação e sua exploração operacional.
· Face aos elevados custos de transportação de meios por via aérea, estudar as formas mais viáveis e menos onerosas de transporte de meios logísticos e materiais de e para os portos das regiões mi-litares e zonas marítimas;
· Trabalhar no aprontamento das unidades definidas no sistema e dispo-sitivo de forças da MG, com realce para as unidades prioritárias;
· Melhorar a articulação no funcionamento, consubstanciado na interacção entre as zonas marítimas e sectores navais com as regiões militares ao nível das Forças Armadas elevar-se os níveis de coesão, particularmente do Ramo da Marinha de Guerra.
· Deverão também melhorar e organizar convenientemente a gestão, o controle e a identificação de todos os efectivos militares do Ramo, a todos o níveis, bem como do pessoal civil, de forma a garantir a fiabilidade dos sistemas logísticos e salarial das tropas e dos vencimentos e salários dos trabalhadores civis.
· A Marinha de Guerra deve igualmente elevar os níveis de organização e disciplina das tropas, combater as ausências ilegais, que nesse caso, nós vimos, não são poucas, os casos de deserção.
· Reduzir consideravelmente a circulação de militares fora dos quartéis dentro das horas normais de expediente.
· Reorganizar a implementação a nível de todas as unidades militares de armeiros e reforçar o controlo das armas e munições, proibindo a circulação destes ou de militares armados com excepção daqueles que se encontrem em missão de serviço devidamente orientados.
· Deverão também reorganizar e melhorar o sistema de preparação operativa, combativa, educativa e patriótica a todos os níveis;
· Estudar mecanismos para o melhoramento do asseguramento de combustíveis às zonas marítimas face às constantes dificuldades que se tem verificado nesse sistema de asseguramento;
· Devem melhorar as condições de acomodação do pessoal com base nos estudos em curso, sobre o sistema e dispositivo de forças a adoptar-se no âmbito da reedificação das FAA. A esse respeito eu gostaria de aconselhar ao Estado-Maior da MGA no sentido de, com base no novo programa de reedificação, (...) "definir aquilo que deverá considerar como prioritário". Se se deverá conti-nuar a investir em infra-estruturas que não serão utilizadas ou previstas para o futuro da Marinha de Guerra ou com base nos estudos iniciados ou a concluir começar-se a direccionar esforços para aquilo que serão as infra-estruturas da MGA. Estou a referir-me concretamente à Base Naval de Luanda, que ao abrigo do Programa de desenvolvimento e reconstrução deverá mudar deste local. As bases navais ou infraestruturais navais que serão construídas noutros pontos do território e outras infraestruturas de asseguramento, para não falarmos também no processo que será apresentado pelo Estado-Maior General às Instâncias superiores sobre o futuro, ou as futuras infraestruturas do Estado-Maior da MGA. Porque por aquilo que nós vemos, as actuais, para além de terem capacidades limitadas, a sua localização não permite já, nesta fase, desenvolvermos de forma harmoniosa o conjunto de actividades ou missões que o Estado-Maior da Marinha terá no quadro da Sua reedificação reequipamento e a modernização posteriores.
· Portanto, senhores Generais, senhores Almirantes
Nós saímos daqui do Estado-Maior da Marinha conscientes de que vocês têm árdua missão, árduas tarefas a executar. Terão que desenvolver esforços muito grandes para desenvolver essas tarefas, mas acima de tudo, antes de terminar queria chamar a atenção a um factor muito importante. A Marinha de Guerra, nos projectos de reequipamento ou recuperação da técnica, deverá prestar uma especial atenção, mas muito especial atenção, no capítulo da formação de pessoal, porque dotar o Ramo com novos meios significa preparar convenientemente o pessoal que vai gerir esses meios, para que ao cabo de pouco tempo não estejamos a reclamar dificuldades, devido à nossa incapacidade ou falta de conhecimento no domínio dos meios com que a Marinha será dotada.
muito obrigado a todos e espero que a Marinha tenha muito sucesso, que não poupem esforços, porque nós também não pouparemos na solução das vossas preocupações. Esperamos trabalhar todos em conjunto, unidos com o vosso apoio, com o vosso dinamismo, com os vossos conhecimentos para que esta Marinha seja realmente uma Marinha de facto capaz de cumprir as missões incumbidas pelo Estado e de garantir o posicionamento a nível, não só, dos projectos do Golfo da Guiné, como também das nossas necessidades reais de defesa das nossas costas e das nossas baías.

Muito Obrigado

 

 
 
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